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GLP-1 no Brasil: o que está registrado, o que o SUS cobre e quanto a CMED deixa cobrar

O que esta página estabelece

  • Ozempic foi aprovado no Brasil em 2018, Rybelsus em outubro de 2020, Wegovy em janeiro de 2023 e Mounjaro em 25 de setembro de 2023.
  • Em 9 de junho de 2025 a Anvisa aprovou a indicação de controle crônico de peso para o Mounjaro, em adultos com IMC igual ou acima de 30 kg/m² ou igual ou acima de 27 kg/m² com ao menos uma comorbidade relacionada ao peso. Zepbound não tem registro no Brasil.
  • Ozivy, da EMS, primeira semaglutida sintética registrada no Brasil, teve o registro publicado em 26 de maio de 2026, indicada para diabetes tipo 2.
  • Em 29 de julho de 2026 a Anvisa registrou mais cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas indicadas apenas para diabetes tipo 2.

Respostas rápidas

  • O SUS dá Ozempic, Wegovy ou Mounjaro?

    Não. Nenhum análogo de GLP-1 está incorporado ao SUS para obesidade, e o protocolo de obesidade em vigor, da Portaria SCTIE/MS nº 53 de 2020, não prevê tratamento medicamentoso nenhum.

    Ler a resposta completa
    A Conitec recusou a liraglutida em 2023 e a semaglutida em agosto de 2025, nos dois casos por custo e impacto orçamentário. O que o SUS oferece para obesidade é acompanhamento e cirurgia bariátrica.

  • O Zepbound existe no Brasil?

    Não. A tirzepatida para controle de peso aqui é vendida com o nome Mounjaro, que recebeu a indicação de peso em junho de 2025.

    Ler a resposta completa
    A separação entre Mounjaro para diabetes e Zepbound para peso é dos Estados Unidos e não foi feita no Brasil.

  • Preciso de receita especial, azul ou amarela?

    Não. Esses medicamentos não entraram nas listas da Portaria 344/98. É receita comum, mas em duas vias e com retenção obrigatória na farmácia desde 23 de junho de 2025.

    Ler a resposta completa
    A farmácia fica com uma via e devolve a outra.

Quem procura um análogo de GLP-1 no Brasil esbarra em três perguntas na mesma semana: isso é vendido aqui, o SUS dá, e quanto custa. As respostas são objetivas e nenhuma delas depende de opinião médica. O registro está no banco da Anvisa, o teto de preço está na lista da CMED, e a posição do SUS está escrita em relatórios da Conitec com data e número.

Esta página trata do acesso, não de qual remédio serve para quem. Isso é decisão de quem prescreve.

O que está registrado e à venda

Das nove marcas que este site acompanha, seis existem no Brasil com o mesmo nome: Ozempic (semaglutida, aprovado em 2018), Rybelsus (semaglutida oral, outubro de 2020), Wegovy (semaglutida injetável para peso, janeiro de 2023), Mounjaro (tirzepatida, 25 de setembro de 2023), Saxenda e Victoza (liraglutida) e Trulicity (dulaglutida). As datas de Ozempic, Rybelsus, Wegovy e Mounjaro estão na Nota Técnica 92/2024 da própria Anvisa.

Zepbound não existe no Brasil. A tirzepatida para controle de peso aqui é o próprio Mounjaro: em 9 de junho de 2025 a Anvisa incluiu na bula do Mounjaro a indicação de controle crônico de peso para adultos com IMC igual ou acima de 30 kg/m², ou igual ou acima de 27 kg/m² com pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso. Ou seja, a divisão de marcas que existe nos Estados Unidos entre Mounjaro (diabetes) e Zepbound (peso) simplesmente não foi replicada.

Foundayo (orforglipron) não aparece na lista de preços da CMED de 11 de agosto de 2026 e não localizamos registro na Anvisa. Um medicamento sem preço aprovado pela CMED não pode ser vendido no varejo brasileiro, então na prática o comprimido de orforglipron ainda não é uma opção no país.

Há também nomes que só existem aqui. A Novo Nordisk tem duas marcas de semaglutida na lista da CMED que não circulam no exterior: Poviztra, com a escada de doses do Wegovy (0,68 a 3,2 mg/mL), e Extensior, com a apresentação do Ozempic. Na liraglutida existem Lirux e Olire (EMS) e Liraclick (Germed) ao lado de Saxenda e Victoza.

Se alguém te oferecer Zepbound no Brasil Não é um produto registrado no país. Qualquer caixa com esse nome à venda aqui entrou por fora do sistema regulatório brasileiro, sem controle de origem, transporte ou temperatura.

A onda de semaglutida sintética de 2026

A semaglutida registrada no Brasil até 2026 era toda de origem biotecnológica, produzida com organismos geneticamente modificados. Em 2026 a Anvisa começou a registrar semaglutida obtida por síntese química, que é uma rota de fabricação diferente para a mesma molécula.

O primeiro foi o Ozivy, da EMS, registrado em 25 de maio de 2026. Em 29 de julho de 2026 vieram mais cinco: Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy). Em 18 de agosto de 2026 foram registrados mais dois, um genérico da EMS sem nome comercial e o Semaclique, da Germed.

Duas coisas importam para quem quer comprar. A primeira: todos esses registros são para diabetes tipo 2, não para obesidade. A indicação aprovada é tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado. Nenhum deles pode ser vendido como remédio para emagrecer. A segunda: na lista da CMED eles aparecem classificados como medicamento Novo, não como genérico, porque o Brasil não reconhece genérico de produto biológico e a rota sintética é avaliada como molécula nova.

Também importa o que ainda não aconteceu. Na lista da CMED de 11 de agosto de 2026, a maioria das apresentações sintéticas entrou com teto de preço idêntico ao do Ozempic. O Ozivy é a exceção parcial, com um cartucho de 1,5 mL a R$ 664,02 e outras apresentações no mesmo patamar do original. Registro novo não significa preço menor na prateleira, e nenhuma dessas canetas tinha data de lançamento confirmada quando esta página foi escrita.

O SUS não fornece nenhum desses medicamentos

Esta é a resposta curta: nenhum análogo de GLP-1 está incorporado ao SUS para obesidade, e o protocolo oficial de obesidade do Ministério da Saúde não prevê tratamento medicamentoso nenhum.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Sobrepeso e Obesidade em Adultos em vigor foi publicado pela Portaria SCTIE/MS nº 53, de 11 de novembro de 2020, e, nas palavras do relatório da Conitec que o cita, não preconiza nenhuma terapia medicamentosa. O que o SUS oferece para obesidade é acompanhamento comportamental e cirurgia bariátrica.

Os pedidos de incorporação foram feitos e recusados. A liraglutida 3 mg para obesidade com IMC acima de 35 kg/m², pré-diabetes e alto risco cardiovascular foi rejeitada no Relatório de Recomendação nº 837, de 31 de outubro de 2023. A semaglutida para obesidade grau II e III, sem diabetes, em pessoas a partir de 45 anos com doença cardiovascular estabelecida foi rejeitada em 20 de agosto de 2025, na 25ª reunião extraordinária do Comitê de Medicamentos da Conitec, decisão registrada no Relatório nº 1033. O motivo declarado nos dois casos é econômico: razão de custo-efetividade incremental alta e impacto orçamentário alto, somados à incerteza sobre por quanto tempo a pessoa precisaria continuar tomando.

Orlistate (Relatório nº 523, de 24 de abril de 2020) e sibutramina (Relatório nº 522, mesma data) também foram recusados. Não é uma recusa específica contra as canetas.

Para diabetes tipo 2 o quadro é diferente do de obesidade, mas não conseguimos abrir o texto do PCDT de Diabete Melito Tipo 2 (Portaria SECTICS/MS nº 7, de 28 de fevereiro de 2024) em fonte primária para listar o que ele disponibiliza. Não afirmamos aqui que exista GLP-1 no SUS para diabetes, e também não afirmamos que não exista: essa checagem ficou em aberto.

O que dizem as sociedades médicas Na consulta pública nº 47/2025 da Conitec, ABESO, SBD e SBEM registraram que no SUS apenas o tratamento cirúrgico é oferecido, e com longa fila de espera. O Fórum CCNTs escreveu que o SUS não dispõe de opções medicamentosas incorporadas para o manejo da obesidade. As duas frases estão citadas dentro do relatório oficial que negou a incorporação.

Como a CMED limita o preço, e o que o teto realmente significa

A CMED é a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, e ela publica periodicamente uma lista com dois preços por apresentação. O Preço Fábrica (PF) é o máximo que fabricante, importadora ou distribuidora pode cobrar da farmácia e do poder público. O Preço Máximo ao Consumidor (PMC) é o máximo que a farmácia pode cobrar de você, já com margem de varejo e impostos embutidos.

O PMC varia por estado, porque a alíquota de ICMS varia. A lista traz uma coluna para cada alíquota (12%, 17%, 17,5%, 18%, 19%, 19,5%, 20%, 20,5%, 21%, 22%, 22,5% e 23%), e cabe à farmácia aplicar a do estado de destino. Os valores abaixo são da coluna de 18%, na lista publicada em 11 de agosto de 2026.

Semaglutida: Ozempic R$ 1.314,37 por caneta, tanto na de 1,5 mL (doses 0,25 e 0,5 mg) quanto na de 3 mL (dose 1 mg). Rybelsus R$ 1.408,26 pela caixa de 30 comprimidos, no mesmo valor para 3, 7 ou 14 mg. Wegovy R$ 1.314,37 nas concentrações de 0,68 e 1,34 mg/mL, R$ 1.968,81 em 2,27 mg/mL e R$ 2.532,31 em 3,2 mg/mL, que é a caneta da dose máxima.

Tirzepatida: Mounjaro R$ 1.927,21 na caixa de 2 seringas preenchidas e R$ 3.854,43 na de 4 seringas, em qualquer concentração de 5 a 30 mg/mL. As apresentações em frasco-ampola são mais baratas por unidade, de R$ 654,12 a R$ 1.177,46. O Mounjaro Multidose, em cartucho, vai de R$ 1.681,77 a R$ 4.172,84.

Liraglutida e dulaglutida são a faixa de baixo: Saxenda R$ 1.070,07 na caixa de 3 canetas e R$ 356,66 na de 1, Victoza R$ 713,36 na de 2 cartuchos, Trulicity R$ 406,32 em 1,5 mg com 2 seringas e R$ 665,86 em 0,75 mg com 4 seringas.

Teto não é preço O PMC é o máximo legal, não o valor de balcão. Farmácia pode vender abaixo e frequentemente vende, com desconto de programa de fabricante ou de rede. Se você viu um preço acima do PMC do seu estado, isso é irregular e é assunto do Procon.

A receita mudou em junho de 2025

Desde 23 de junho de 2025, farmácias e drogarias de todo o país são obrigadas a reter a receita na venda de medicamentos agonistas de GLP-1. A regra foi anunciada pela Anvisa em 16 de abril de 2025 e alcança treze medicamentos, entre eles Ozempic, Wegovy e Mounjaro, cobrindo semaglutida, tirzepatida, liraglutida e dulaglutida.

Na prática isso significa prescrição em duas vias: a farmácia fica com uma e devolve a outra ao paciente. Não é mais possível usar a mesma receita repetidamente em farmácias diferentes, que era exatamente o comportamento que a medida quis encerrar.

O material de perguntas e respostas da Anvisa sobre o tema traz os detalhes operacionais, incluindo prazo de validade da receita. Não conseguimos abrir esse PDF para conferir os números, então não reproduzimos aqui prazo de validade nem número de RDC. Confira na fonte antes de contar com uma data.

Vale marcar o que a regra não fez: ela não colocou esses medicamentos nas listas de substâncias controladas da Portaria 344/98, que é o regime de psicotrópicos e entorpecentes. O mecanismo escolhido foi retenção de receita comum, parecido com o dos antibióticos.

Manipulado: o que a Anvisa decidiu, e por que a resposta é diferente para cada molécula

Este é o assunto mais confuso do Brasil hoje, e a confusão tem uma causa técnica clara. A regra da Anvisa não trata de moléculas, trata de rota de fabricação do insumo farmacêutico ativo.

A Nota Técnica nº 200/2025, assinada em 21 de agosto de 2025, unificou o entendimento e revogou o que notas anteriores diziam. Ela estabelece que a importação de insumo agonista de GLP-1 obtido por rota biotecnológica, como era o caso da semaglutida até 2026, só é permitida a partir de fabricantes cujo insumo tenha sido especificamente analisado no registro de um produto na Anvisa. Como nenhum fabricante de insumo avulso preenche isso, a manipulação de semaglutida ficou fechada na prática. Já a importação de insumo obtido por rota sintética continua permitida, desde que exista produto registrado na Anvisa contendo aquela molécula. A tirzepatida do Mounjaro é sintética, então a tirzepatida manipulada não foi vetada pelo mesmo raciocínio.

A mesma nota impõe condições que costumam ser ignoradas nas propagandas de manipulados. Pelo item 5.10 da RDC nº 67/2007, a preparação magistral só pode ser feita mediante comprovação de que não existe produto equivalente no mercado. E a nota exige laudo de controle de qualidade por lote, com identificação por HPLC e mapa de peptídeo, doseamento entre 90 e 110%, teste de esterilidade e teste de endotoxinas, com laboratório próprio ou reconhecido pela Reblas.

A fiscalização mostra o tamanho do problema. Em 6 de abril de 2026 a Anvisa informou que, só naquele ano, 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras resultaram em 8 interdições por falhas técnicas e de controle de qualidade, com problemas de esterilização e uso de insumo sem identificação. No segundo semestre de 2025, importadoras trouxeram mais de 100 kg de matéria-prima, o suficiente para cerca de 20 milhões de doses. Desde janeiro de 2026 a agência publicou 10 editais de proibição de produtos irregulares com agonistas de GLP-1.

O quadro segue em movimento. Em 14 de abril de 2026 a Anvisa anunciou que vai revisar a RDC nº 67/2007 e a própria Nota Técnica 200/2025 para tratar de importação, rastreabilidade, qualificação de fabricante e testes mínimos. E o registro do Ozivy, semaglutida sintética, criou uma pergunta que a agência ainda não respondeu por escrito: se agora existe produto registrado com semaglutida sintética, a manipulação dessa rota passa a caber na regra da nota. Não encontramos posicionamento formal da Anvisa sobre isso, e é por isso que esta página não afirma que manipulado de semaglutida voltou a ser permitido.

Sobre segurança, um número da própria agência. No Alerta 02/2026, de 9 de fevereiro de 2026, a Anvisa relatou 145 notificações de suspeita de evento adverso no Brasil entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, com seis óbitos suspeitos, e associou o risco de pancreatite aguda ao uso fora das indicações aprovadas.

O que esta página não diz Nada aqui deve ser lido como garantia de que uma versão manipulada de semaglutida ou tirzepatida seja segura, equivalente à registrada ou legal de obter. Insumo importado sem rastreabilidade não tem dose, pureza nem esterilidade comprovadas, e foi exatamente isso que as 8 interdições de 2026 encontraram.

O que não conseguimos apurar

Preço de balcão. A CMED publica teto, não o que a farmácia cobra. Não existe fonte oficial de preço praticado, e programas de desconto de fabricante mudam sem aviso.

Conteúdo do PCDT de Diabete Melito Tipo 2. A página do Ministério da Saúde exigiu autenticação, então não listamos o que o SUS oferece para diabetes tipo 2.

Status do orforglipron. Ausente da lista da CMED de 11 de agosto de 2026 e sem registro localizado na Anvisa, mas não conseguimos consultar o banco de registros diretamente para confirmar que não há pedido em análise.

Prazo de validade da receita retida e o número da resolução que a instituiu. Estão no material de perguntas e respostas da Anvisa, que não conseguimos abrir.

As evidências, uma linha por afirmação

ClaimTierSource
Ozempic foi aprovado no Brasil em 2018, Rybelsus em outubro de 2020, Wegovy em janeiro de 2023 e Mounjaro em 25 de setembro de 2023.establishedAnvisa, Nota Técnica nº 92/2024/SEI/COINS/GIMED/GGFIS/DIRE4 (cópia publicada pela Vigilância Sanitária de Jundiaí)
Em 9 de junho de 2025 a Anvisa aprovou a indicação de controle crônico de peso para o Mounjaro, em adultos com IMC igual ou acima de 30 kg/m² ou igual ou acima de 27 kg/m² com ao menos uma comorbidade relacionada ao peso. Zepbound não tem registro no Brasil.establishedAnvisa, Mounjaro (tirzepatida): nova indicação
Ozivy, da EMS, primeira semaglutida sintética registrada no Brasil, teve o registro publicado em 26 de maio de 2026, indicada para diabetes tipo 2.establishedAnvisa, Aprovação da primeira caneta de semaglutida sintética (26/05/2026)
Em 29 de julho de 2026 a Anvisa registrou mais cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas indicadas apenas para diabetes tipo 2.establishedAnvisa, Registro de cinco novas canetas de semaglutida (29/07/2026)
Em 18 de agosto de 2026 foram registrados um genérico de semaglutida sintética da EMS, sem nome comercial, e o similar Semaclique, da Germed, ambos para diabetes tipo 2.establishedMinistério da Saúde, Anvisa aprova duas novas canetas para tratamento de diabetes (18/08/2026)
O PCDT de Sobrepeso e Obesidade em Adultos em vigor, Portaria SCTIE/MS nº 53 de 11 de novembro de 2020, não preconiza nenhuma terapia medicamentosa. Liraglutida (Relatório nº 837, 31/10/2023), orlistate (nº 523, 24/04/2020) e sibutramina (nº 522, 24/04/2020) tiveram recomendação de não incorporação.establishedConitec, Relatório de Recomendação nº 1033 (agosto de 2025)
Em 20 de agosto de 2025, na 25ª reunião extraordinária, o Comitê de Medicamentos da Conitec manteve por maioria simples a não incorporação da semaglutida para obesidade grau II e III sem diabetes, em pessoas a partir de 45 anos com doença cardiovascular estabelecida, citando impacto orçamentário incremental elevado e incerteza sobre o tempo de uso.establishedConitec, Relatório de Recomendação nº 1033, item 16 (Recomendação Final)
Na lista de preços da CMED publicada em 11 de agosto de 2026, o PMC na alíquota de 18% é de R$ 1.314,37 para o Ozempic, R$ 1.408,26 para o Rybelsus em caixa de 30 comprimidos, R$ 2.532,31 para o Wegovy 3,2 mg/mL, R$ 3.854,43 para o Mounjaro em 4 seringas preenchidas, R$ 1.070,07 para o Saxenda em 3 canetas, R$ 713,36 para o Victoza em 2 cartuchos e R$ 406,32 para o Trulicity 1,5 mg em 2 seringas.establishedCMED, Lista de Preços de Medicamentos, publicada em 11/08/2026 (planilha xls_conformidade_site_20260811)
Na lista da CMED, o Preço Fábrica é o teto para venda a farmácias e ao poder público e o Preço Máximo ao Consumidor é o teto para o varejo, com uma coluna por alíquota de ICMS, de 12% a 23%.establishedCMED, notas explicativas da Lista de Preços de Medicamentos (11/08/2026)
Desde 23 de junho de 2025 a venda de agonistas de GLP-1 no Brasil só pode ocorrer com retenção da receita. A medida foi anunciada em 16 de abril de 2025 e alcança treze medicamentos, incluindo Ozempic, Mounjaro e Wegovy.establishedAnvisa, Entra em vigor norma que prevê retenção de receita para medicamentos agonistas GLP-1 (23/06/2025)
A Nota Técnica nº 200/2025 da Anvisa permite a importação de insumo agonista de GLP-1 de rota biotecnológica para manipulação apenas de fabricantes cujo insumo tenha sido analisado em registro de produto na Anvisa, e mantém permitida a de rota sintética desde que exista produto registrado com aquela molécula. A nota prevalece sobre notas técnicas anteriores.establishedAnvisa, Nota Técnica nº 200/2025/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4, itens 2.3 e 3
A manipulação magistral de agonistas de GLP-1 só pode ser feita mediante comprovação de inexistência de produto equivalente no mercado (item 5.10 da RDC nº 67/2007), com certificado de análise por lote incluindo identificação por HPLC e mapa de peptídeo, doseamento de 90 a 110%, esterilidade e endotoxinas.establishedAnvisa, Nota Técnica nº 200/2025, item 2.3.1 e Anexo I
Em 2026, 11 inspeções da Anvisa em farmácias de manipulação e importadoras resultaram em 8 interdições. No segundo semestre de 2025 as importadoras trouxeram mais de 100 kg de matéria-prima, suficiente para cerca de 20 milhões de doses, e desde janeiro de 2026 a agência publicou 10 editais de proibição de produtos irregulares.establishedAnvisa, Novas medidas de combate a irregularidades (06/04/2026)
A Anvisa anunciou em 14 de abril de 2026 que vai revisar as regras de manipulação de agonistas de GLP-1, incluindo a RDC nº 67/2007 e a Nota Técnica 200/2025.establishedAnvisa, Nova norma com regras para manipulação (14/04/2026)
No Alerta 02/2026, de 9 de fevereiro de 2026, a Anvisa registrou 145 notificações de suspeita de evento adverso com agonistas de GLP-1 no Brasil entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, com seis óbitos suspeitos, e alertou para pancreatite aguda associada ao uso fora das indicações da bula.establishedAnvisa, Alerta 02/2026 de Farmacovigilância (09/02/2026)
Em 2 de fevereiro de 2026 a Anvisa aprovou para o Wegovy a indicação de redução de risco cardiovascular em adultos com doença cardiovascular estabelecida e obesidade ou sobrepeso, e para o Ozempic a indicação em diabetes tipo 2 com doença renal crônica. O pedido de incluir dados de osteoartrite e insuficiência cardíaca na bula do Wegovy foi negado.establishedAnvisa, Novas indicações para semaglutida e tezepelumabe (02/02/2026)

Perguntas frequentes

Com os genéricos de semaglutida o preço vai cair?

Ainda não caiu. Na lista da CMED de 11 de agosto de 2026 a maior parte das canetas sintéticas entrou com teto igual ao do Ozempic. Além disso, todas essas aprovações são para diabetes tipo 2, não para obesidade, então elas não são uma versão barata do Wegovy. Preço de prateleira depende de lançamento efetivo e de concorrência no varejo, e nenhuma delas tinha data confirmada quando esta página foi escrita.

Farmácia de manipulação pode fazer semaglutida ou tirzepatida?

A regra da Anvisa separa as duas por rota de fabricação do insumo, não por molécula. Pela Nota Técnica 200/2025, insumo de rota biotecnológica só pode ser importado para manipulação de fabricante cujo insumo foi analisado em um registro na Anvisa, o que na prática fechou a semaglutida. A tirzepatida do Mounjaro é sintética e não foi vetada pelo mesmo raciocínio, mas continua sujeita ao item 5.10 da RDC 67/2007, que só admite manipular quando não existe produto equivalente no mercado, e a laudo de qualidade por lote. Com o registro de semaglutida sintética em 2026 a situação pode mudar, e a Anvisa anunciou revisão das regras em abril de 2026. Não temos posicionamento formal da agência sobre esse ponto.

Comprar manipulado é mais seguro do que importar por conta própria?

As duas rotas têm o mesmo problema de fundo: você não sabe o que está no frasco. Em 2026 a Anvisa interditou 8 de 11 estabelecimentos inspecionados por falhas técnicas e de controle de qualidade, incluindo uso de insumo sem identificação e problemas de esterilização. Nada nesta página deve ser lido como recomendação de manipulado ou de importação pessoal.

Qual é a diferença entre PF e PMC na lista da CMED?

O Preço Fábrica é o máximo que a indústria pode cobrar da farmácia e do poder público. O Preço Máximo ao Consumidor é o máximo que a farmácia pode cobrar de você, já com impostos e margem. O PMC muda conforme a alíquota de ICMS do seu estado, e a lista traz uma coluna para cada alíquota, de 12% a 23%.

Quanto custa por mês na prática?

Não temos fonte oficial de preço praticado, só do teto. Pelo teto de 18% de ICMS em agosto de 2026, um mês de Ozempic fica em R$ 1.314,37, um mês de Wegovy na dose máxima em R$ 2.532,31 e um mês de Mounjaro em 4 seringas em R$ 3.854,43. Farmácias podem vender abaixo disso e programas de fabricante mudam esses números.

Fontes

  1. Anvisa, Nota Técnica nº 92/2024/SEI/COINS/GIMED/GGFIS/DIRE4 (cópia publicada pela Vigilância Sanitária de Jundiaí)
  2. Anvisa, Mounjaro (tirzepatida): nova indicação
  3. Anvisa, Aprovação da primeira caneta de semaglutida sintética (26/05/2026)
  4. Anvisa, Registro de cinco novas canetas de semaglutida (29/07/2026)
  5. Ministério da Saúde, Anvisa aprova duas novas canetas para tratamento de diabetes (18/08/2026)
  6. Conitec, Relatório de Recomendação nº 1033 (agosto de 2025)
  7. CMED, Lista de Preços de Medicamentos, publicada em 11/08/2026 (planilha xls_conformidade_site_20260811)
  8. Anvisa, Entra em vigor norma que prevê retenção de receita para medicamentos agonistas GLP-1 (23/06/2025)
  9. Anvisa, Nota Técnica nº 200/2025/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4, itens 2.3 e 3
  10. Anvisa, Novas medidas de combate a irregularidades (06/04/2026)
  11. Anvisa, Nova norma com regras para manipulação (14/04/2026)
  12. Anvisa, Alerta 02/2026 de Farmacovigilância (09/02/2026)
  13. Anvisa, Novas indicações para semaglutida e tezepelumabe (02/02/2026)

De onde isto vem

Cada número desta página remete a uma fonte nomeada. Abaixo há 16 afirmações com a fonte de cada uma.

Fontes consultadas: Anvisa, Ministério da Saúde, Conitec, CMED.

Sem revisão clínica. Esta página foi escrita a partir de fontes regulatórias e de ensaios primários e não foi verificada por um profissional de saúde.

Fontes lidas em 2026-08-23.

Educational content, reviewed 2026-08-23. Not medical advice, not a prescription, and not a substitute for a clinician who knows your history. Doses named here are label schedules or doses used in named trials, never a recommendation to you.