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Acesso a Medicamentos GLP-1 em Portugal: O Que Está à Venda e o Que o SNS Paga

O que esta página estabelece

  • No Infomed, consultado a 30 de agosto de 2026, têm pelo menos uma apresentação comercializada em Portugal: Ozempic (0,25 mg/0,19 ml, 0,5 mg/0,74 ml, 1 mg/0,74 ml), Wegovy injetável (0,25 a 2,4 mg), Mounjaro KwikPen 0,6 ml (2,5 a 15 mg), Rybelsus (1,5, 4 e 9 mg), Saxenda e Trulicity (0,75 e 1,5 mg).
  • Victoza tem um único registo no Infomed com estado Autorizado e a indicação de que não existem apresentações comercializadas. Os comprimidos de Wegovy (1,5, 4, 9 e 25 mg) e o Ozempic de 2 mg/0,74 ml estão igualmente autorizados e não comercializados.
  • Uma pesquisa no Infomed por Zepbound, por Foundayo e por orforglipron devolve zero registos.
  • Na União Europeia o Mounjaro carrega as duas indicações no mesmo rótulo, diabetes tipo 2 e gestão do peso em adultos com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou entre 27 e 30 kg/m2 com pelo menos uma comorbilidade associada ao peso. Não existe uma marca Zepbound autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos.

Respostas rápidas

  • O Ozempic é comparticipado em Portugal?

    Sim, mas só para diabetes tipo 2. Desde a decisão de 20 de janeiro de 2026 o critério financiado é diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular, em 2.ª…

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    Sim, mas só para diabetes tipo 2. Desde a decisão de 20 de janeiro de 2026 o critério financiado é diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular, em 2.ª e 3.ª linhas terapêuticas. Antes o limiar era IMC superior a 35 kg/m2. Prescrito para peso em quem não tem diabetes, não há comparticipação.

  • E o Wegovy, tem comparticipação?

    Não. Os medicamentos para a obesidade não pertencem aos grupos terapêuticos comparticipáveis da Portaria n.º 195-D/2015.

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    Está previsto um regime excecional no Despacho n.º 13066/2025, o INFARMED entregou o estudo técnico em dezembro de 2025, e a portaria não estava aprovada à data desta pesquisa. Até lá o utente paga a totalidade do preço.

  • Porque é que não encontro Zepbound nas farmácias portuguesas?

    Porque não existe na Europa. Nos Estados Unidos a tirzepatida tem duas marcas, Mounjaro para a diabetes e Zepbound para o peso.

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    A Agência Europeia de Medicamentos autorizou uma só, e o Mounjaro europeu já traz as duas indicações. A caixa que procura chama-se Mounjaro.

Em Portugal há duas perguntas separadas que costumam aparecer coladas. A primeira é se o medicamento existe cá, ou seja, se tem uma apresentação efetivamente comercializada e não apenas uma autorização de introdução no mercado em nome do titular. A segunda é se o Serviço Nacional de Saúde paga alguma parte dele. As respostas não coincidem: há marcas autorizadas que nenhuma farmácia consegue encomendar, e há marcas à venda em todas as farmácias que o utente paga a 100 por cento.

O que está mesmo comercializado, segundo o Infomed

O Infomed, a base de dados nacional de medicamentos do INFARMED, distingue duas colunas que valem a pena ler juntas: o estado da autorização (Autorizado ou Revogado) e a comercialização (existe pelo menos uma apresentação comercializada, ou não existe nenhuma). Consultado a 30 de agosto de 2026, o resultado para as nove marcas desta classe é o seguinte.

Comercializadas em Portugal: Ozempic (semaglutido injetável, nas dosagens de 0,25 mg/0,19 ml, 0,5 mg/0,74 ml e 1 mg/0,74 ml), Wegovy injetável (a titulação completa de 0,25 mg a 2,4 mg), Mounjaro (a caneta KwikPen de 0,6 ml em todas as seis dosagens, de 2,5 mg a 15 mg), Rybelsus (comprimidos de 1,5 mg, 4 mg e 9 mg), Saxenda e Trulicity (apenas 0,75 mg e 1,5 mg).

Autorizadas mas sem qualquer apresentação comercializada: Victoza, que tem um único registo no Infomed e nenhuma apresentação à venda, e os comprimidos de Wegovy (1,5 mg, 4 mg, 9 mg e 25 mg), que estão autorizados desde 2026 e ainda não chegaram ao mercado português. O Ozempic de 2 mg está no mesmo caso: autorizado, não comercializado, o que significa que a dose máxima do rótulo europeu não está disponível cá.

Sem qualquer registo no Infomed: Zepbound e Foundayo. Nenhuma pesquisa por marca ou por substância ativa (orforglipron) devolve resultados.

A parte que interessa a quem lê listas americanas Victoza é um caso limpo de marca que existe no papel e não na farmácia. Tem autorização europeia desde 2009 e continua com o estado Autorizado no Infomed, mas zero apresentações comercializadas em Portugal. Num mercado pequeno, isto é comum e raramente é dito.

Zepbound e Foundayo não faltam em Portugal, simplesmente não existem na Europa

Nos Estados Unidos a tirzepatida tem duas marcas: Mounjaro para a diabetes tipo 2 e Zepbound para o peso. Na União Europeia a Agência Europeia de Medicamentos autorizou uma marca só. O Mounjaro europeu carrega as duas indicações no mesmo rótulo, diabetes tipo 2 e gestão do peso em adultos com IMC igual ou superior a 30 kg/m2, ou entre 27 e 30 kg/m2 com pelo menos uma comorbilidade associada ao peso.

Por isso não há Zepbound em Portugal nem em nenhum outro Estado-membro: a caixa que faria esse trabalho chama-se Mounjaro. Quem procurar Zepbound no Infomed não encontra nada, e a conclusão correta não é que o medicamento falta, é que a marca não existe deste lado do Atlântico.

O Foundayo (orforglipron) é diferente. Não tem autorização centralizada europeia à data desta pesquisa e não aparece na base de dados da Agência Europeia de Medicamentos. Não é uma marca europeia à espera de chegar às farmácias, é uma marca que ainda não foi autorizada cá.

Comparticipação: a fronteira é a diabetes, não o peso

Em Portugal a comparticipação segue escalões. O regime geral paga 90 por cento no escalão A, 69 por cento no B, 37 por cento no C e 15 por cento no D, percentagens que o próprio INFARMED usa nas suas tabelas de impacto. O que determina o escalão é o grupo terapêutico, e é aí que esta classe se parte em duas.

Do lado da diabetes há comparticipação. A 20 de janeiro de 2026 o INFARMED deferiu o financiamento público do Ozempic para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular, como adjuvante à dieta e ao exercício, em adição a outros medicamentos para a diabetes, em 2.ª e 3.ª linhas terapêuticas. O limiar anterior era IMC superior a 35 kg/m2, pelo que a decisão alarga o acesso sem o tornar universal: continua a exigir diabetes tipo 2 e continua a ser terapêutica de segunda linha.

Do lado da obesidade não há comparticipação nenhuma. O estudo do INFARMED de dezembro de 2025 é explícito: os medicamentos indicados para a obesidade não estão abrangidos pelos grupos terapêuticos comparticipáveis definidos na Portaria n.º 195-D/2015, de 30 de junho. Podem vir a ser financiados por um regime excecional ao abrigo do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 97/2015, previsto no Despacho n.º 13066/2025, de 6 de novembro, mas esse regime depende de portaria e não estava aprovado à data desta pesquisa.

Consequência prática: o mesmo semaglutido pode ser comparticipado a 90 por cento com o nome Ozempic e pago a 100 por cento com o nome Wegovy, e a diferença entre os dois casos é o diagnóstico do doente, não a molécula.

Quanto custaria comparticipar O INFARMED estimou que comparticipar os medicamentos para a obesidade nas 170.405 pessoas elegíveis pelo Percurso de Cuidados Integrados custaria 229,1 milhões de euros no primeiro ano e 477,2 milhões no segundo, em escalão A com introdução faseada. Alargar à totalidade da população adulta com obesidade levaria os números para 2.700,1 e 5.624,0 milhões de euros. É esta conta que explica por que razão a decisão continua adiada.

O que se paga, com preços datados

Os preços a seguir são os que o INFARMED usou no seu estudo de impacto e correspondem aos preços praticados a 1 de novembro de 2025. O próprio estudo avisa que o Mounjaro e o Wegovy estavam nessa data a praticar baixas temporárias de preço, que foram contabilizadas. Não são, portanto, preços de tabela permanentes.

Wegovy, por caneta: 153,08 euros nas dosagens de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, 219,44 euros na de 1,7 mg e 244,80 euros na de 2,4 mg. Custo médio dos primeiros 12 meses de tratamento a preço de venda ao público: 2.637,08 euros.

Mounjaro, por caneta: 182,92 euros na dosagem de 2,5 mg, 244,80 euros na de 5 mg e 337,63 euros nas de 7,5 mg e 10 mg. Custo médio dos primeiros 12 meses: 3.804,02 euros.

Saxenda: 152,86 euros na embalagem de 3 canetas e 244,37 euros na de 5. Custo médio dos primeiros 12 meses: 2.840,93 euros. Para contexto, na mesma tabela o Mysimba fica em 1.308,84 euros por ano e o orlistato de 120 mg em 648,00 euros.

Sem comparticipação, estes valores são o que o utente paga por inteiro. A tabela do INFARMED mostra o que mudaria se houvesse: no escalão A, o encargo do utente com o Mounjaro cairia de 3.804,02 para 380,40 euros por ano, e com o Wegovy de 2.637,08 para 263,71 euros.

Não conseguimos apurar numa fonte primária e atual o preço de venda ao público do Ozempic, do Rybelsus ou do Trulicity em Portugal. O relatório de financiamento público do Ozempic não publica o preço negociado, e a página de detalhe do Infomed não devolveu preços válidos nas consultas que fizemos. Preferimos dizê-lo a estimar.

Receita médica e quem pode iniciar o tratamento

Todos estes medicamentos são medicamentos sujeitos a receita médica. O INFARMED é direto quanto ao circuito: só podem ser adquiridos nas farmácias mediante receita médica, e a compra fora desse circuito é apresentada como um risco para a saúde, com relatos de falsificação destes produtos.

Para a via da diabetes não há restrição de especialidade publicada: a receita é eletrónica e o sistema de Prescrição Eletrónica de Medicamentos passou a mostrar um alerta que obriga o médico prescritor a confirmar que o doente cumpre os critérios de financiamento dos medicamentos GLP-1.

Para a via da obesidade, se e quando o regime excecional for criado, o desenho proposto pelo INFARMED é bastante mais apertado. A prescrição ficaria reservada a médicos dos núcleos de cuidados hospitalares pertencentes às equipas multidisciplinares de obesidade do SNS, exclusivamente por meios eletrónicos, com menção expressa ao regime excecional na receita, e com critérios explícitos de início e de interrupção do tratamento. Isto é uma proposta técnica, não uma regra em vigor.

Escassez e uso off-label: o que o regulador fez

A Circular Informativa n.º 045/CD/100.20.200, de 4 de julho de 2024, é o documento onde o INFARMED assume a escassez e a atribui em parte ao uso fora das indicações aprovadas. O texto diz que a utilização destes medicamentos para indicações não aprovadas, nomeadamente na perda de peso, contribuiu de forma significativa para o agravamento da situação, e que a escassez abrangia o Ozempic nas suas três dosagens, o Trulicity e o Victoza.

As medidas listadas incluem monitorização de stocks dos titulares aos distribuidores e destes às farmácias, inspeções a titulares de autorização, autorização de utilização excecional de medicamento rotulado em língua estrangeira, e o alerta na prescrição eletrónica já referido. Aos profissionais de saúde a circular recomenda que o Ozempic, o Trulicity e o Victoza não sejam prescritos a doentes que não sejam diabéticos, e às farmácias que verifiquem o histórico de prescrições e dispensas antes de dispensar, para evitar açambarcamento.

Há uma segunda armadilha, esta recente e específica. A Circular Informativa n.º 141/CD/550.20.001, de 18 de dezembro de 2025, avisa que os comprimidos de Rybelsus de 3 mg, 7 mg e 14 mg estão a ser substituídos por uma formulação nova com maior biodisponibilidade e dosagens mais baixas: 1,5 mg, 4 mg e 9 mg, respetivamente bioequivalentes às anteriores. As duas formulações coexistem temporariamente no mercado e o risco identificado é de sobredosagem por confusão de dosagens. Os números do Infomed confirmam a transição, com as dosagens novas comercializadas e as antigas já não.

O que isto significa para quem lê uma bula estrangeira Um comprimido de Rybelsus de 14 mg e um de 9 mg da nova formulação são a mesma dose terapêutica. Quem comparar a caixa portuguesa com uma tabela de doses americana vai encontrar uma diferença que não é uma diferença.

O que não conseguimos apurar

Não localizámos uma fonte primária que confirme o estado de comparticipação do Mounjaro na indicação de diabetes tipo 2 em Portugal. A imprensa especializada descreve-o como não financiado pelo SNS, e o estudo do INFARMED trata o seu preço integral como encargo do utente, o que é consistente, mas não é uma deliberação publicada e não o apresentamos como tal.

Também não apurámos o estado de comparticipação do Rybelsus, nem a data em que o regime excecional para a obesidade previsto no Despacho n.º 13066/2025 será decidido. O estudo técnico foi entregue em dezembro de 2025 e a portaria depende do membro do Governo responsável pela área da saúde.

Por fim, os preços acima são de 1 de novembro de 2025 e incluíam baixas temporárias. Qualquer valor que leia noutro sítio sem uma data ao lado não é comparável com estes.

As evidências, uma linha por afirmação

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No Infomed, consultado a 30 de agosto de 2026, têm pelo menos uma apresentação comercializada em Portugal: Ozempic (0,25 mg/0,19 ml, 0,5 mg/0,74 ml, 1 mg/0,74 ml), Wegovy injetável (0,25 a 2,4 mg), Mounjaro KwikPen 0,6 ml (2,5 a 15 mg), Rybelsus (1,5, 4 e 9 mg), Saxenda e Trulicity (0,75 e 1,5 mg).establishedInfomed, base de dados nacional de medicamentos, INFARMED
Victoza tem um único registo no Infomed com estado Autorizado e a indicação de que não existem apresentações comercializadas. Os comprimidos de Wegovy (1,5, 4, 9 e 25 mg) e o Ozempic de 2 mg/0,74 ml estão igualmente autorizados e não comercializados.establishedInfomed, base de dados nacional de medicamentos, INFARMED
Uma pesquisa no Infomed por Zepbound, por Foundayo e por orforglipron devolve zero registos.establishedInfomed, base de dados nacional de medicamentos, INFARMED
Na União Europeia o Mounjaro carrega as duas indicações no mesmo rótulo, diabetes tipo 2 e gestão do peso em adultos com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou entre 27 e 30 kg/m2 com pelo menos uma comorbilidade associada ao peso. Não existe uma marca Zepbound autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos.establishedAgência Europeia de Medicamentos, EPAR Mounjaro (EMEA/H/C/005620)
A pesquisa da Agência Europeia de Medicamentos por orforglipron não devolve nenhum medicamento autorizado.establishedAgência Europeia de Medicamentos, pesquisa de medicamentos, verificado a 30 de agosto de 2026
A 20 de janeiro de 2026 o INFARMED deferiu o financiamento público do Ozempic para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 ou risco elevado de doença cardiovascular, como adjuvante à dieta e exercício, em adição a outros medicamentos para a diabetes, em 2.ª e 3.ª linhas terapêuticas. O pedido tinha sido feito para IMC inferior a 35 kg/m2 e a restrição resultou da negociação.establishedINFARMED, Direção de Avaliação das Tecnologias de Saúde, Relatório Público de Avaliação Ozempic (semaglutido), 29/01/2026
Os medicamentos indicados para a obesidade não estão abrangidos pelos grupos terapêuticos comparticipáveis definidos na Portaria n.º 195-D/2015, de 30 de junho, podendo vir a ser financiados por um regime especial ao abrigo do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 97/2015, conforme previsto no Despacho n.º 13066/2025, de 6 de novembro.establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, dezembro de 2025
Preços praticados a 1 de novembro de 2025, com baixas temporárias de preço no Mounjaro e no Wegovy: Wegovy 153,08 euros (0,25, 0,5 e 1 mg), 219,44 euros (1,7 mg) e 244,80 euros (2,4 mg); Mounjaro 182,92 euros (2,5 mg), 244,80 euros (5 mg) e 337,63 euros (7,5 e 10 mg); Saxenda 152,86 euros (3 canetas) e 244,37 euros (5 canetas).establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, Anexo 1, Tabela 9
Custo médio dos primeiros 12 meses de tratamento a preço de venda ao público: Mounjaro 3.804,02 euros, Saxenda 2.840,93 euros, Wegovy 2.637,08 euros, Mysimba 1.308,84 euros, orlistato 120 mg 648,00 euros. Em escalão A (90 por cento) o encargo do utente cairia para 380,40 euros com o Mounjaro e 263,71 euros com o Wegovy.establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, Tabela 6
Os escalões de comparticipação do regime geral usados pelo INFARMED são A 90 por cento, B 69 por cento, C 37 por cento e D 15 por cento.establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, Tabela 6
O INFARMED estimou que comparticipar medicamentos para a obesidade nas 170.405 pessoas elegíveis pelo Percurso de Cuidados Integrados custaria 229,1 milhões de euros no primeiro ano e 477,2 milhões no segundo, em escalão A com introdução faseada; alargado a toda a população adulta com obesidade (2.008.386 pessoas), 2.700,1 e 5.624,0 milhões de euros.establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, Tabelas 7 e 8
A Circular Informativa n.º 045/CD/100.20.200, de 4 de julho de 2024, afirma que a utilização destes medicamentos para indicações não aprovadas, nomeadamente na perda de peso, contribuiu de forma significativa para o agravamento da escassez, que abrangia Ozempic, Trulicity e Victoza, e recomenda que estes não sejam prescritos a doentes não diabéticos.establishedINFARMED, Circular Informativa n.º 045/CD/100.20.200, 04/07/2024
A mesma circular lista as ações do INFARMED: monitorização de stocks, inspeções a titulares de AIM, autorização de utilização excecional de medicamento rotulado em língua estrangeira, e um alerta na Prescrição Eletrónica de Medicamentos para o prescritor confirmar os critérios de financiamento dos GLP-1.establishedINFARMED, Circular Informativa n.º 045/CD/100.20.200, 04/07/2024
A Circular Informativa n.º 141/CD/550.20.001, de 18 de dezembro de 2025, informa que os comprimidos de Rybelsus de 3, 7 e 14 mg estão a ser substituídos por uma formulação com maior biodisponibilidade nas dosagens bioequivalentes de 1,5, 4 e 9 mg, com risco de erro de medicação enquanto as duas coexistirem no mercado.establishedINFARMED, Circular Informativa n.º 141/CD/550.20.001, 18/12/2025
No desenho proposto pelo INFARMED para um eventual regime excecional na obesidade, a prescrição ficaria reservada a médicos dos núcleos de cuidados hospitalares das equipas multidisciplinares de obesidade do SNS, exclusivamente por via eletrónica e com menção expressa ao regime na receita.establishedINFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, secção 3
A taxa de comparticipação do Ozempic mantém-se nos 90 por cento, com 95 por cento para pensionistas. Este segundo valor vem da cobertura noticiosa da decisão e não de um documento do INFARMED que tenhamos conseguido consultar.reportedPúblico, 3 de fevereiro de 2026

Perguntas frequentes

Quanto custa um ano de Wegovy em Portugal?

2.637,08 euros a preço de venda ao público, segundo os cálculos do INFARMED com preços de 1 de novembro de 2025, incluindo uma baixa temporária de preço em vigor nessa data. Um ano de Mounjaro ficava em 3.804,02 euros e um ano de Saxenda em 2.840,93 euros. Sem comparticipação, é o utente que paga estes valores por inteiro.

O Victoza ainda existe em Portugal?

Tem autorização, não tem venda. O Infomed mostra um único registo com estado Autorizado e a nota de que não existem apresentações comercializadas. Na prática, não é uma opção em Portugal, mesmo continuando a aparecer em listas internacionais da classe.

Porque é que a minha caixa de Rybelsus mudou de 14 mg para 9 mg?

Porque a formulação foi substituída. A circular do INFARMED de 18 de dezembro de 2025 explica que a nova formulação tem maior biodisponibilidade, o que permite dosagens mais baixas: 1,5 mg substitui 3 mg, 4 mg substitui 7 mg e 9 mg substitui 14 mg, sendo bioequivalentes. As duas coexistem temporariamente no mercado e o risco assinalado é tomar a dose errada por confusão entre caixas.

Preciso de receita médica?

Sim, todos são medicamentos sujeitos a receita médica e só podem ser adquiridos em farmácia. O INFARMED assinala expressamente a compra fora do circuito das farmácias como um risco, com relatos de falsificação destes medicamentos. Para a via da diabetes não há restrição de especialidade publicada, mas a prescrição eletrónica mostra ao médico um alerta a pedir a confirmação dos critérios de financiamento.

Fontes

  1. Infomed, base de dados nacional de medicamentos, INFARMED
  2. Agência Europeia de Medicamentos, EPAR Mounjaro (EMEA/H/C/005620)
  3. Agência Europeia de Medicamentos, pesquisa de medicamentos, verificado a 30 de agosto de 2026
  4. INFARMED, Direção de Avaliação das Tecnologias de Saúde, Relatório Público de Avaliação Ozempic (semaglutido), 29/01/2026
  5. INFARMED, Análise de impacto da comparticipação de medicamentos para a obesidade, dezembro de 2025
  6. INFARMED, Circular Informativa n.º 045/CD/100.20.200, 04/07/2024
  7. INFARMED, Circular Informativa n.º 141/CD/550.20.001, 18/12/2025
  8. Público, 3 de fevereiro de 2026

De onde isto vem

Cada número desta página remete para uma fonte identificada. Abaixo estão 16 afirmações com a respetiva fonte.

Fontes consultadas: Infomed, Agência Europeia de Medicamentos, INFARMED, Público.

Sem revisão clínica. Esta página foi escrita a partir de fontes regulamentares e de ensaios primários e não foi verificada por um profissional de saúde.

Fontes lidas em 2026-08-23.

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